02 maio 2011

2/3 - Palmira - A Grande Aventura



Há muito que não falava da Palmira por aqui. Ela cresceu, sossegou e não tem feito surpresas... até ontem! Pois é, o presente que esta menina nos ofereceu no Dia da Mãe e Dia do Trabalhador, foi uma bela de uma revolução na arrecadação. Não foi exactamente a bicharoca que a fez, mas provocou-a. Bem, comecemos pelo princípio para que a história vos faça algum sentido.

A gaiola da Palmira já viu melhores dias. Uma das patilhas plásticas que prende a cobertura metálica à base, partiu-se. Mas, tal como naquela experiência com os elefantes*, apesar de conseguir facilmente abrir a gaiola, a Palmira nunca o fez... até ontem! Não sei porquê, nem como, visto que fez tudo às escuras, mas conseguiu sair da gaiola, ir até à arrecadação (que está a abarrotar de sacos e caixas com roupas, brinquedos, livros, etc.), e deve ter trepado para cima disto tudo e caído num pequeno espaço entre caixas e sacos. Graças a Deus que desde que esta maluca se tornou adulta, controla muito mais os seus ímpetos roedores e é bem mais selectiva no que resolve trincar. Senão, a esta hora, eu teria uma arrecadação feita em frangalhos e ela provavelmente uma bela de uma dor de barriga, na melhor das hipóteses.
Lá dormiu, no tal buraco onde caiu e, pela manhã, quando o maridão deu por falta dela, devia estar muito confortável e aconchegada, pois por mais que a chamássemos, ela nem mexia uma pata a dar sinal de onde estava.
Sabem a sensação de "you've just entered The Twilight Zone"? Era a única coisa que me vinha ao pensamento. A coelha tinha desaparecido sem deixar rasto e já a tínhamos procurado em todos os recantos que pensávamos possíveis. Mas ela simplesmente não estava em lado nenhum! Já estava eu a começar a achar possível uma coelha anã, com patitas curtas e escorregadiças, ter descido dois lances de escada envernizada (donde ela nem sequer se costuma aproximar, por opção própria) sem se ter matado aos rebolões escada abaixo e poderia estar agora em qualquer recanto da casa a devorar fios eléctricos e a correr o risco eminente de morrer electrocutada, como quase lhe acontecera um dia.
Bem, mas resumindo, o herói do dia foi mesmo o maridão, que lá conseguiu encontrá-la depois de revirar tudo na arregadação. Lá a devolvemos à gaiola, sã e salva, serena como se não tivesse feito uma travessura gigante. A M. só lhe disse:
- Palmira, não voltes a fazer isto NUNCA MAIS! - parecendo uma mãe que reencontrava a filha chegada a casa depois de ter andado perdida. Coitadinha! Já achava que tinha perdido mais um coelho, pois apesar dos anos que se passaram depois do Lucas e do Jeremias e do pouco tempo que estiveram connosco, não os esqueceu.
E aqui está o focinho travesso desta danadinha! :)



* Prende-se o elefante bebé a uma estaca enterrada no solo. Ele, nessa altura, ainda não tem força para a arrancar e soltar-se. Mais tarde, em adulto, conseguiria perfeitamente fazê-lo. Contudo, não o tenta sequer, pois lembra-se de em criança não o conseguir e assume que lhe é agora, tal como nessa época, impossível.

4 comentários:

Amanda Z. disse...

Que cooooisa mais linda :D
da vontade de apertar ^^

Beijos
http://diariodelooks.blogspot.com/

Sissamar disse...

São peritos a esconderem-se! Agora volta e meia tb corro a casa toda á procura da minha Mel!
Beijinho

artes_romao disse...

olá, tudo bem?
hummmm....a nossa Amiga Palmira...
gostei desta aventura,heeh.
pois eu que estou longe do acontecimento,lol.
mas continua lindíssima essa tonta.
e gostei das restantes novidades.
fiquem bem,jinhos***

xunandinha disse...

É linda a tua Palmira, eu tenho um coelho da raça Tedy,é tão amoroso em Novembro faz 2anos, adora fazer graçinhas,esconde o focinho e nós dizemos:o flasch não está cá. Alguém sabe do flash, então ele mostra o focinho,deita-se aos nossos pés e está ali o tempo todo, são muito engraçados, beijinhos para ti epara a M

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