09 maio 2011

novidades no catálogo



Há novidades no catálogo!!!
Já não era sem tempo, não acham?
Foi uma fitinha de finalista que me encomendaram. E aproveitei para fazer um comunicado acerca do estado actual do blog. Realmente, as encomendas não têm aparecido e, como agora ando mais virada para outros afazeres, mantenho o blog mas em moldes ligeiramente diferentes. Nomeadamente, no que respeita à assiduidade dos posts, que não deverá ser muita. Mas passem por lá para saber mais pormenores.

05 maio 2011

devagarinho...



... mas vai andando a ilustração de um novo conto, aquele de que vos tenho falado (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).

03 maio 2011

3/3 - Dia da Mãe


E
cá está o último dos tais três posts que vos prometi ontem.




Este ano a M. andou muito empenhada em fazer-me prendas e surpresas, nos dias que antecederam o Dia da Mãe. Coitadinha, quase chorou num dia em que me pediu autorização para levar dinheiro para a escola, para me comprar uma prenda. Ela não queria dizer para que era o dinheiro, e eu não a deixava levá-lo sem perceber ao certo ao que se destinava. Então ela lá teve que dizer que era para me fazer uma surpresa e que agora já não iria ser surpresa. Tadita! Lá a consolei e desdramatizei a questão. Então, o resultado de tanta dedicação da minha princesa foram todos os presentes que podem ver nas imagens acima.



Tive também direito a um concerto de piano, pelo afamado pianista macaco Joaquim! :) ...



... Pudim de bolacha decorado a rigor!



A M. também teve um presentinho. Fi-lo na biblioteca. Um colar com contas de massa pintadas para as mães, mas no meu caso foi para a filha. Afinal, se não fosse por ela eu não seria mãe, não é verdade? Ela adorou!

02 maio 2011

2/3 - Palmira - A Grande Aventura



Há muito que não falava da Palmira por aqui. Ela cresceu, sossegou e não tem feito surpresas... até ontem! Pois é, o presente que esta menina nos ofereceu no Dia da Mãe e Dia do Trabalhador, foi uma bela de uma revolução na arrecadação. Não foi exactamente a bicharoca que a fez, mas provocou-a. Bem, comecemos pelo princípio para que a história vos faça algum sentido.

A gaiola da Palmira já viu melhores dias. Uma das patilhas plásticas que prende a cobertura metálica à base, partiu-se. Mas, tal como naquela experiência com os elefantes*, apesar de conseguir facilmente abrir a gaiola, a Palmira nunca o fez... até ontem! Não sei porquê, nem como, visto que fez tudo às escuras, mas conseguiu sair da gaiola, ir até à arrecadação (que está a abarrotar de sacos e caixas com roupas, brinquedos, livros, etc.), e deve ter trepado para cima disto tudo e caído num pequeno espaço entre caixas e sacos. Graças a Deus que desde que esta maluca se tornou adulta, controla muito mais os seus ímpetos roedores e é bem mais selectiva no que resolve trincar. Senão, a esta hora, eu teria uma arrecadação feita em frangalhos e ela provavelmente uma bela de uma dor de barriga, na melhor das hipóteses.
Lá dormiu, no tal buraco onde caiu e, pela manhã, quando o maridão deu por falta dela, devia estar muito confortável e aconchegada, pois por mais que a chamássemos, ela nem mexia uma pata a dar sinal de onde estava.
Sabem a sensação de "you've just entered The Twilight Zone"? Era a única coisa que me vinha ao pensamento. A coelha tinha desaparecido sem deixar rasto e já a tínhamos procurado em todos os recantos que pensávamos possíveis. Mas ela simplesmente não estava em lado nenhum! Já estava eu a começar a achar possível uma coelha anã, com patitas curtas e escorregadiças, ter descido dois lances de escada envernizada (donde ela nem sequer se costuma aproximar, por opção própria) sem se ter matado aos rebolões escada abaixo e poderia estar agora em qualquer recanto da casa a devorar fios eléctricos e a correr o risco eminente de morrer electrocutada, como quase lhe acontecera um dia.
Bem, mas resumindo, o herói do dia foi mesmo o maridão, que lá conseguiu encontrá-la depois de revirar tudo na arregadação. Lá a devolvemos à gaiola, sã e salva, serena como se não tivesse feito uma travessura gigante. A M. só lhe disse:
- Palmira, não voltes a fazer isto NUNCA MAIS! - parecendo uma mãe que reencontrava a filha chegada a casa depois de ter andado perdida. Coitadinha! Já achava que tinha perdido mais um coelho, pois apesar dos anos que se passaram depois do Lucas e do Jeremias e do pouco tempo que estiveram connosco, não os esqueceu.
E aqui está o focinho travesso desta danadinha! :)



* Prende-se o elefante bebé a uma estaca enterrada no solo. Ele, nessa altura, ainda não tem força para a arrancar e soltar-se. Mais tarde, em adulto, conseguiria perfeitamente fazê-lo. Contudo, não o tenta sequer, pois lembra-se de em criança não o conseguir e assume que lhe é agora, tal como nessa época, impossível.

1/3 - 25 de Abril

Este será o primeiro de uma série de três posts que queria fazer por estes dias, já desde o 25 de Abril.

Serão eles, o primeiro (este), "1/3 - 25 de Abril", que já lá vai há uma semana; o segundo, 2/3 - Palmira - A Grande Aventura; e o terceiro, 3/3 - Dia da Mãe.

Então, retrocedamos uma semana até ao dia 25 de Abril:

Por aqui, foi um dia de festa, desporto, ar livre e alegria.



Na biblioteca, falámos sobre o tema. Li-lhes a História de uma Flor (de Matilde Rosa Araújo, com ilustrações de João Fazenda, da Editorial Caminho, 2008), que conta metaforicamente como era a vida em Portugal antes do 25 de Abril de 1974.
E fizemos actividades a propósito: observámos imagens alusivas ao tema, construímos um cravo e pintámos um desenho que fazia lembrar este cartaz.



Termino com a referência a um outro livro sobre este tema: A Revolução das Letras - O 25 de Abril explicado às crianças (de Vergílio Alberto Vieira, com ilustrações de Fedra Santos, Campo das Letras Editores, 2004) do qual destaco a conclusão, que considero exactamente o que é necessário para que males antigos não se repitam (visto que receio que alguns deles já se estejam a passar nas nossas vidas quotidianas, desapercebidos). Reflictamos um pouco. Não deixemos que as nossas vidas corridas nos retirem o tempo, a energia e a capacidade de olhar o que nos rodeia com um sentido de avaliação crítica. A LIBERDADE* é um valor muito frágil. Requer-se atenção constante, pois há sempre quem o tente afrontar.

Trocando as voltas à história,
Irá Portugal onde quer,
Se a revolução for memória
Sempre que o povo quiser.


* Na verdadeira ascensão da palavra. Não libertinagem, com que por vezes é confundida.

28 abril 2011

coisas de gaja... em crescimento

Não pensem que este ano me esqueci de aqui assinalar o
25 de Abril - Dia da Liberdade!
Não esqueci e não irei esquecer nunca. É o dia que mais significado tem para mim, e cada vez mais. Tenho é tido muito pouco tempo para as bloguisses. Mas estou a preparar um post(ão) daqueles com imensas coisas para dizer e mostrar. Demora o seu tempo. Vamos a ver se ainda hoje o consigo terminar.

{:oS)



Ontem, era este o panorama no quarto da M., pela manhã. Tudo para fora do guarda-fatos e nada parecia suficientemente interessante para vestir!

{:oS)

E agora, um agradecimento especial à querida Luciana do Cantinho do Gabriel por este simpático mimo. Obrigada, amiga!

24 abril 2011

Páscoa Feliz!



Uma Páscoa muito feliz
a todos os que me visitam!

21 abril 2011

arrumar



A arrumar encontram-se coisas já completamente esquecidas.
Hoje encontrei um esboço que era para se tornar em quadro (tal como este, ou estes, ou estes, ou estes), mas que não passou disto.

20 abril 2011

ovo colorido com surpresa



Para a Páscoa, fizemos este ovo. Mas, o que é isto afinal que sai de dentro do ovo? Um pintainho? Nada disso. É o próprio do Coelho da Páscoa! Finalmente percebo a relação entre os coelhos e os ovos da Páscoa. :)))

19 abril 2011

atelier de Páscoa



O atelier da Páscoa foi assim: caixinha/coelho e postal com pinturas e colagens de casca de ovo. Até houve mensagem especial de Páscoa.

18 abril 2011

sementeira primaveril



O que é que estas mãozinhas todas estão a "tramar"?
É mais uma actividade primaveril.
Na biblioteca ouviram o conto "Mariana e a Missão Primavera"*. E a proposta de atelier foi uma original sementeira de feijão frade. É isso que estas mãozinhas atarefadas estão a fazer.



A M. a identificar o seu saquinho.



E eu fiz o caderno para registar a evolução dos feijões, já que a M., por já ter aprendido esta "matéria" na escola, achou que seria mais proveitoso ocupar o seu tempo a brincar.



Cinco dias depois, é este o aspecto dos feijões.
Estão crescidos, não acham?



* Mariana e a Missão Primavera, texto de Sylvie Auzary-Luton, ilustrações de Myriam Deru, Editora Minutos de Leitura, 2008.

17 abril 2011

a duas cores



Para já, a lata conta com amarelo e azul. O que se seguirá?

13 abril 2011

eco-brinquedos e o pássaro do outro dia



Já estamos em plenas férias da Páscoa. Tem sido uma correria todos os dias: actividades lúdico-educativas para a M., para mim e até para o maridão. Já estou cansada e ainda só vamos a meio da primeira semana. Ufff...
Hoje fomos fazer eco-brinquedos com a Anime. Só com materiais velhos. A M. quis fazer uma boneca. Eu iniciei uma televisão em parceria com outra participante. Não houve tempo para terminar. Espero em breve poder fazê-lo.



E a M. fez uma nova amiga! :)



Repararam no joelho da M.? Sim, é o pássaro do outro dia. Afinal foi para aqui que ele voou. Além do pássaro, voou para lá também uma nova flor. E as calças remendadas ficaram com outro charme.



11 abril 2011

culinárias cá de casa

Antes de vos mostrar para onde voou o passaroco, vou-vos falar de culinárias.



Tenho andado atormentada com um abcesso chato e a minha princesa fofa lembrou-se de me fazer uma surpresa, para o lanche. Aproveitou que eu estava a dormitar uma pequena sesta, efeito dos medicamentos claro está, pois eu sou do género de ficar mais "doente" se durmo a sesta do que se a não durmo, mas enfim, deu-me um sono tal que não consegui evitar e lá passei pelas brasas. Volta e meia, ouvia barulhos na cozinha e até cheguei a chamá-la, mas a danada nem me deu resposta. Daí a pouco apareceu-me com esta salada de alface, pimento e cenoura, invenção dela própria, como sendo uma surpresa para a mamã que estava adoentada. É uma querida, não acham?


E este petisco também foi invenção dela, num dia que não lhe apetecia almoçar. Assim, feito pelas suas próprias mãozinhas, comeu com mais vontade uma sandes com pão caseiro, com queijo fresco e uma azeitona.



E agora, a receita que vos prometi já há algum tempo. Vou transcrevê-la tal e qual como chegou até mim. Mas eu acrescentei algum leite magro a olho, pois achei que estava tudo muito seco. E quando repetir a receita vou pôr menos mel, porque achei que os biscoitos ficaram demasiado doces. O maridão, destinatário dos biscoitos, adorou e recomenda.


Biscoitos do Dia do Pai 2011

Ingredientes:
175g de mel
125g de amêndoas
2 gemas de ovo
75g de açúcar
50g de casca de laranja cristalizada
1 c. (sobremesa) de canela
1 pitada de cravinho em pó
250g de farinha autolevedante de trigo

Preparação:
Se o mel estiver sólido aqueça-o para o liquidificar. Pique as amêndoas com pele.
Bata as gemas com o açúcar até obter um creme espesso. Junte o mel, as amêndoas e a casca de laranja picada. Junte ainda a canela e o cravinho. Finalmente adicione a farinha.
Deite o preparado num tabuleiro untado e polvilhado e leve a cozer em forno quente (200ºC) durante 15 a 20 minutos.
Desenforme e corte o bolo em quadrados pequenos.

07 abril 2011

Olh'ó passarinho!



Para onde irá este passaroco gorducho voar?

05 abril 2011

ando entretida com...



... a pintura desta lata para o café.
Cansada de procurar algum recipiente com tampa hermética e que não fosse transparente, para pôr pelo menos 250gr de café, resolvi reciclar uma lata de chocolate para leite, já que reúne todos estes requisitos. Agora só falta ter tempo para a terminar de pintar.

04 abril 2011

playmobil



Em passeio de fim-de-semana, fui surpreendida por um castelo medieval...



... e por um circo.



Exposição da Playmobil, a trazer memórias de infância, mais para o maridão do que para mim, mas não resisti a registar estes belos cenários que dariam horas e horas e mais horas de insaciável brincadeira. Ampliem as imagens e reparem bem em todos os pormenores porque vale mesmo a pena.

03 abril 2011

disto & daquilo

Ouvi e gostei. Resolvi trazer para vos mostrar. Gosto do despretensiosismo da "miúda", cheia de graça, com este ar doce e despreocupado e com uma voz simplesmente diferente e gostosa de se ouvir. O vídeo também é giríssimo.


["Not There Yet" - Luísa Sobral]

*****

[by Elsa Mora]

Ando deliciada a olhar para estes recortes aqui: a arte do paper cutting. Fascinante não acham?
Mais recortes aqui, desta vez em forma de arte com rolos de papel higiénico.

01 abril 2011

presentinhos para o pai



Foi Dia do Pai e eu ainda não vos mostrei os presentinhos que a M. deu ao dela.



Um livrinho e um calendário que fez na escola, uns bolinhos especiais sem gordura que fizemos cá em casa (no próximo post dou-vos a receita, porque agora não a tenho aqui à mão) e um aquário feito na biblioteca.



Tratámos do rótulo todo especial para os bolinhos, que aproveitei para oferecer também ao meu pai.



E aqui o aquário, que merece ser visto mais em pormenor, apesar das fotos não revelarem a beleza que tem "ao vivo e a cores". Foi a proposta da biblioteca no atelier especial do Dia do Pai. Vou ver se consigo imagens para vos explicar como se faz passo a passo, querem?

31 março 2011

manta de retalhos (what's on my mind II)

Saudades da blogosfera!!!
Ando tão arredia por estes tempos! Saudades, mesmo.
Mas enfim, vai-se fazendo o que se pode.



Por hoje, trago-vos uma pomba da paz, feita num misto de técnicas. Um pequeno retalho de tecido que a M. levou para a escola, com a finalidade de integrar uma manta.

***

E a questão do til (~) ainda não está esclarecida na minha cabeça. Ainda não tive tempo para investigar à séria. Quem quiser contribuir para o meu esclarecimento, faça o favor de clicar aqui. Obrigada!

***



Não quero terminar o post de hoje, sem antes referir e homenagear um artista que (tal como este) também me reporta aos meus tempos de estudante de artes, e que desapareceu desta vida há dois dias atrás. Recordo uma exposição*, salvo o erro no CCB, que visitei com a melhor amiga de então e companhia habitual nas visitas a exposições e museus. E uma outra, uma das minhas primeiras visitas em dia de inauguração, de que não gosto nada, numa galeria lá para os lados da Trindade (Lisboa). É ele Ângelo de Sousa, que me surpreendeu ontem, com um documentário que adorei na 2:. Deu-me vontade de hibernar, de me tornar eremita e ficar horas a fio a desenhar, pintar, explorar técnicas e processos, repetir vezes sem conta até que a exaustão do motivo me diga quando parar... Coisas que conto vir a fazer num futuro ainda longínquo, quando for velhinha e menos responsável dos que me rodeiam. Fiquei também com vontade de me embrenhar pela arrecadação adentro, em busca de esquissos antigos, desses tempos em que experimentei entregar-me, na quase totalidade de horas que tinha o dia, à arte. Mas a falta de tempo de agora não mo permitiu. Quem sabe em breve e aí, já sabem que vos mostrarei alguma coisita. Mas por agora vejam aqui muitas obras de Ângelo de Sousa, dos vários caminhos que percorreu ao longo do seu grande percurso pela arte.

* Desta exposição em particular, mostro-vos uma das obras do Ângelo, que me revoltou muitíssimo na altura e ainda hoje me revolta. Revolta porque me enche de inveja. E talvez neste assunto seja das únicas vezes em que a inveja em mim não é "da boa". Porque também eu queria poder dedicar-me de corpo e alma a um experimentalismo tão atroz. Sem medos de que me considerassem louca por valorizar uma expressão a que muitos outros pudessem não atribuir valor algum, mas que "os meus pares" afirmassem ser "arte".

27 março 2011

de volta à ilustração



Impera-se este grito de raiva quando hoje, de volta àquele meu projecto de ilustração (vejam mais dele aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), descubro que afinal o famoso til (~) já não é considerado um acento, mas sim um sinal gráfico. Pelo que vi no manual escolar da M., embora os acentos também sejam considerados sinais gráficos, ficam numa categoria diferente da do til.
Professores(as) que me lêem, por favor, peço-vos encarecidamente que me esclareçam nesta questão: Podem ou não considerar-se como acentos da Língua Portuguesa o til, o agudo, o grave e o circunflexo?
Então ando eu preocupadíssima a escrever um conto para arranjar uma maneira mais lúdica de ensinar à M. e a todas as crianças que o venham a ler, para que serve a acentuação das palavras, e agora que já estou na fase de ilustração é que descubro que afinal o til me pregou uma partida?! E olhem que pesquisei bastante antes de começar a escrever, como aliás faço sempre que tenho uma ideia para algum conto, mas nunca me questionei sobre se o til seria ou não um acento. Bolas para a prepotência da danada da ignorância! Sócrates, (não este de agora, mas o outro de há muitos anos na Grécia), é que a sabia toda ao afirmar: "Só sei que nada sei". Nem mais!!!
Agora não, que já é muito tarde, mas amanhã tenho que investigar melhor este assunto.

23 março 2011

conversa com a amiga lua



Como sabem, a M. é uma miúda curiosa. Adora os livros da colecção do Professor Genius. Este é "O Meu Álbum do Unverso" (Impala Editores, 2006) e ela tem-nos volta e meia como livro de cabeceira. Já leu tudo sobre os planetas do nosso Sistema Solar. Descobriu que alguns têm o dia maior do que o ano. Aprendeu como se formou o próprio Sistema Solar. Sabe que Urânio gira praticamente deitado. Ficou a saber que há mais planetas com "anéis", para além do sobejamente conhecido Saturno. Enfim, tem sido um livro excelente para lhe saciar a curiosidade (a ela e a mim, diga-se de passagem!).



No outro dia, o dia em que a Lua iria estar no ponto mais próximo à Terra em 18 anos, a M. quis ir observar o céu nocturno por conta própria. Apareceu-me com este livro como manual, uma pequena lanterna para conseguir ver o livro quando precisasse e eu só tive de lhe vestir um casaco. E lá foi ela para o quintal. Passado pouco tempo apareceu-me de novo a perguntar:
-Estamos no hemisfério Norte ou Sul?
Já deveria saber isto, pois já tínhamos falado sobre o assunto, mas compreendo que os conhecimentos ainda não estejam solidificados na curiosa cabecinha. Depois de saber que estavamos no hemisfério Norte, lá voltou para o quintal, para tentar identificar algumas constelações. Segundo ela, conseguiu identificar pelo menos a constelação de Virgem. Eu fiquei com dúvidas, mas ela lá esteve entretida durante um bom tempo. Às tantas, estava a ficar um pouco frustrada com a má visibilidade que os aglomerados habitacionais provocam. Dei-lhe a ideia de mudar de objecto de estudo, já que entretanto a Lua tinha subido no céu (o que contribuiu para uma ainda maior iluminação). Ela gostou da ideia e começou uma longa conversa com a Lua. Segundo ela, jamais irá esquecer este dia, em que contou histórias à Lua (como a dita tanto gosta). Falou-lhe do seu nascimento, já que segundo a M. ninguém se lembra de quando era pequenina, e por isso a Lua também estaria curiosa acerca do seu nascimento.



E eu gosto muito de a ver curiosa e a fazer esforços no sentido de satisfazer essa curiosidade.
Procurar estrelas no céu pode ser uma interessante e bonita actividade para se fazer em família. Uma sugestão para as noites quentes de Primavera/Verão.

21 março 2011

Dia da Árvore



E porque hoje é o Dia da Árvore, oficialmente o primeiro da Primavera, conto-vos o que a M. fez há uns dois ou três dias.
Mais o pai, resolveu semear flores. Já tinha feito essa resolução há dias e andava num desassossego...! Comprou a pequena floreira com o dinheirinho da semanada, comprou as sementes e chateou a cabeça ao pai até ele finalmente ir tratar do assunto com ela. Esperamos brevemente ter aqui Portulacas para vos mostrar.

18 março 2011

supermoon



Nem de propósito!
Fiquei hoje a saber, que amanhã, 19 de Março de 2011, a lua estará no ponto mais próximo da terra em 18 anos. Está em Lua Cheia, imaginem! E com o céu lindo e limpo como está ainda aparecerá aos nossos olhos com maior esplendor do que é habitual.
Ao que parece, acredita-se que esta lua vem iniciar uma nova fase para a humanidade: uma fase mais espiritual e menos materialista, com diferentes intensidades nas diversas pessoas, dependendo dos diferentes graus de consciência que tenham.
Ora, eu que não sou nada dada a estas coisas de adivinhar o futuro nos astros (podem ter até ficado com essa impressão depois da conversa de ontem, mas de facto não sou.) também acho que a humanidade está a mudar nesse sentido. è o que vejo, é o que sinto e é o que desejo.
Por isso, e respondendo-te mfc (dos meus mais fiéis comentadores por estes dias), sim acredito. Acredito numa consciência colectiva, acredito que alguma coisa temos que aprender nesta vida, acredito que para haver uma mudança são precisos muitos anos de preparação, acredito que já lá vão muitos anos de muitos erros, de muitos apelos, de muitos acontecimentos desumanos.
Entretanto, enquanto não se vê assim tão bem a mudança, apreciemos esta Superlua (parece que é assim que se designa este fenómeno), linda e esplêndida, amanhã.

17 março 2011

"Fukushima 50"



Heróis reais, de carne e osso, dos nossos tempos. Não apenas 50, mas ao que parece 180, embora entrem na central nuclear em equipas de 50 para se revezarem a cada 15 minutos, tempo máximo suportável num ambiente tão letal.
Deixo aqui expressa a minha imensa admiração por estes homens.
Vêem-se atitudes do género nos filmes, mas estes acontecimentos são bem reais. Acredito que se venha a fazer um ou até vários filmes tentando retratar os dias trágicos que estes homens estão a viver neste momento. Esperemos que os seus esforços surtam o efeito desejado.
E o povo japonês em geral, que lição de civilidade estão a dar ao mundo. É nos momentos de grandes provações que se vê o carácter das pessoas, neste caso não apenas de pessoas individuais, mas de um povo de milhões de indivíduos.
Notícias como esta fazem-me acreditar em mudanças, para breve e para melhor, no mundo. E não estou apenas a falar de atitudes. Esta catástrofe toda está a despertar consciências, está a fazer repensar decisões arriscadas até aos mais seguros governantes. Aliás, não apenas estas notícias, porque já repararam certamente que o mundo atravessa uma era de mudança espiritual, política, de prioridades... Quer dizer, assim espero, que as prioridades do ser humano deixem de ser as materialistas do costume.

16 março 2011

semear ideais

Projectos para o futuro impulsionam-nos a vida. Projectar faz-nos ter mais vontade de levantar da cama pela manhã, mesmo que o sono nos teime em puxar as pestanas para baixo. Projectos são vontade de futuro. Gosto de fazer projectos e chateia-me profundamente ter de os deixar para trás. Haverá melhor satisfação do que poder concretizá-los? Só talvez mesmo vê-los crescer e dar frutos.

“Semeia um pensamento e colherás um desejo;
semeia um desejo e colherás a acção; semeia a
acção e colherás um hábito; semeia o hábito e
colherás o carácter.”
Tihamer Toth

“Se os teus projectos forem para um ano,
semeia o grão. Se forem para dez anos, planta
uma árvore. Se forem para cem anos, educa o
povo.”
(Provérbio chinês)

14 março 2011

a natureza que nos rege

Por aqui já se notam sinais de Primavera. Como de costume chegam antes da dita chegar oficialmente. Cerca de duas semanas antes, começo a notar que o pólen amarelo dos pinheiros invade o ar e consequentemente o chão, por aqui. Com as chuvas destes dias, fica assim uma espécie de papa amarela por todo o lado. Mas pelo menos o ar anda mais limpo, as alergias menos atiçadas e as temperaturas mais amenas.
Já no Japão, ao que dizem, parece estar muito frio. Mais um infortúnio depois de um mega-terramoto, um super-tsunami, explosões em centrais nucleares, um vulcão que ameaça entrar em erupção... Parece que a cada manhã, mal acendo a TV, os Japoneses estão um pouco mais aflitos. Contudo, não deixa de ser espantosa a forma como aqueles arranha-céus resistiram a um sismo classificado com 8.9 na escala aberta de Richter. Parece mesmo boa a ideia da M. para inventar prédios à prova de terramotos.
De novo por cá, o maridão descobriu no Le Figaro umas imagens bastante esclarecedoras sobre a devastação causada pelo tsunami. Cliquem aqui e desloquem a barra branca no centro das imagens, para a esquerda e para a direita, para compararem o antes e o depois.

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