15 março 2010

o pintor e o lobo


Ainda a recuperar de um resfriado como já não me lembrava há anos (porque como a M. diz, e graças a Deus, eu sou "demasiado saudável"), cá estou de volta para vos mostrar as ilustrações do conto O Pintor e o Lobo. Como vos disse, saíram da imaginação da M.. Serviu também de lição de história relativamente recente do nosso país, tanto para a M. como para outros pequenotes lá na Biblioteca. A M. queria desenhar peluches em cima do guarda-fatos no quarto! E não gostou nada de ter que desenhar assim as roupas do pobre homem, vestido de sobretudo. Mas foi ideia dela usarmos papel embebido em café, para parecer pedra velha, nas paredes da capelinha. Nessa primeira ilustração, as cortininhas e a manta também foram escolhidas por ela. E se repararem, o candeeiro na mesinha de cabeceira é dos de petróleo, porque antigamente não havia luz eléctrica nas casas.
Como vos disse, estamos a comemorar o primeiro centenário da Implantação da República. Tenho reparado também que em muitas actividades, programas, etc., dedicados às crianças, este tem sido o tema do momento. Não sei se é propositado, mas acho muitíssimo bem. Ainda há pouco no ZigZag, estava o Pedro em amena cavaqueira com o seu pai, a falar de como eram as televisões antigamente. Isto faz-me lembrar o "Conta-me Como Foi". Pena que não é muito apelativo para crianças. Mas no site sempre dá para lhes mostrarmos algumas fotos e rirmos com as diferenças de hoje em dia. A risota funciona sempre muito bem com as crianças. E aprendem imenso.
Bom, mas então cá ficam as ilustrações terminadas para que as possam ver. Foram desenhadas pela M. e coloridas por mim. Usámos varias técnicas, como já se devem ter apercebido. Colámos folhas, florzinhas, diferentes tecidos, letras recortadas...
A história fala-nos de outra época do nosso país. Um homem, o pintor, trabalhava muito longe da sua casa e tinha que ir a pé, porque não tinha dinheiro para comprar nem sequer uma bicicleta. No Inverno, atravessava a serra cheia de neve. Certo dia teve um encontro pouco simpático com um lobo. Não foi fácil, mas graças à sua coragem lá conseguiu vencer o animal. Assim, pôde seguir o seu caminho e chegar ao trabalho, pela manhã.
Um conto de tradição oral, adaptado por mim e ilustrado por mãe e filha.



E lembro-me que, há muito, muito tempo, escrevi e ilustrei uma das histórinhas da Matilde. A ver se agora, com a ilustradora principal entusiasmada, conseguimos ilustrar muitos dos contos que tenho na gaveta.

13 março 2010

... pela minha cidade ...

Andei um pouquinho pela minha cidade... e que saudades que eu tinha! Vou lá tão pouco agora. Quero ir mais. Gostava de ir para lá de manhã cedinho e andar, andar... olhar, olhar... por aqui, por ali, por além... Fotografar também. Gostava!
Aproveitámos que o teatro era no Trindade e passeámos um pouco pelo Miradouro de S. Pedro de Alcântara e pelo Largo do Chiado.








tanto mimo

Cá estamos a recuperar de umas macacoas esquisitas, a meio gás, muito enferrujadas... eu e a M..



Fui presenteada pela querida Fimomina! Adorei tudo!!! Aliás, adorámos, pois a M. também não pára de andar a namorar todas estas coisinhas lindas. Muito obrigada, querida!

E por falar em desafios, tenho mais um para responder. Chegou-me através da amiga Corte Y Grif no Flickr. Muito obrigada por te lembrares de mim!

4 lugares para comprar:
- IKEA
- Homes in Heaven
- Feiras de Antiguidades
- Feiras de Artesanato do Mundo

4 cheiros:
- Cheiro da casa da minha avó
- Cheiro da casa da minha tia
- Cheiro de Primavera
- Cheiro de livros e cadernos novos

4 coisas que me fazem sorrir:
- A felicidade da minha filha
- As crianças ou bebés em geral
- Uma boa piada
- A sensação de um desafio vencido

4 pessoas para desafiar:
- Manuela
- Rita
- Anita
- Cassildinha

12 março 2010

novidade no catálogo



A M. continua doentinha. Desta vez é que parece que a doença se está a declarar, pois até aqui tem estado em "banho-maria". Pareque que não vai lá sem anti-biótico.

Mas finalmente tive um tempinho para pôr novidades no catálogo. Estes isqueiros desenhados à mão são os meus primeiros e estou muito contente com o resultado. Acho-os um charme! Mas claro, sei que nesta matéria sou suspeita. :)

Deixo-vos também um link para uma ideia fabulosa para criar arte com rolos de papel higiénico. Não sei porque, os rolos vazios sempre me fascinaram. Gosto da textura deles, da cor... Já sabem que sempre que posso os reciclo, transformando-os em eco-embalagens. Esta artista teve uma ideia fantástica. E o resultado é, além de muitíssimo criativo, lindo!!! Este trabalho foi-me dado a conhecer no blog Perdi o Fio à Meada.

Outra novidade, que já não o é assim tanto, pois já está disponível há algum tempo, é o eBook Incentiv'arte. Nele podem ver os trabalhos de vários artesãos e artistas, que colaboraram com o Projecto PIPA. Eu também lá estou representada.

10 março 2010

romances infantis

Hoje, dia de contar a histórinha na Hora do Conto da Biblioteca, trago-vos duas histórias maravilhosas. Depois mostro mais das ilustrações do meu conto.



Foram as duas escritas pela Margarida Rebelo Pinto e ilustradas pela Carla Nazareth.
A primeira Chama-se "A Rapariga de Perdeu o Coração" e começa de forma bonita e sonhadora, depressa descambando para o drama. Eu ainda não li estas histórias à M., li-as primeiro para mim. Lembro-me de ter pensado, à medida que lia este livro: "-Eu não lhe vou ler isto! Está a ficar tão negro que não sei onde isto vai parar. Vou mas é esperar que ela tenha mais idade e leia por ela própria, numa altura em que já consiga digerir melhor todos estes sentimentos.". Mas depois pensei melhor. Se calhar é melhor que seja eu a explicar-lhe estes sentimentos menos cor-de-rosa que o ser humano, em particular as crianças, sentem por vezes. Mas tanta conversa e ainda não vos expliquei de que sentimentos tão negros estou eu para aqui a falar. Trata-se de uma tristeza muito profunda, causada pela separação dos pais, tão profunda ao ponto da menina da história pedir para que lhe tirem o coração. Imaginem! Eu já estava com medo de assistir a um suicídio ali à minha frente, escarrapachadinho nas páginas do livro. Ainda por cima, de uma criança! Isto traz-me à memória o caso recente do menino do Rio Tua, o Leandro com apenas 12 anos, mas isso é outra conversa, também ela muitíssimo séria, apenas não para aqui chamada. A menina desta história, como eu estava a dizer, passa pela separação dos pais e sofre imenso com isso. Mas vai deixando a vida passar por ela, até que no desfecho da história, [e é aqui que a Margarida (autora) é realmente fantástica - nos finais que inventa para as suas histórias - coisa que não aconteceu com o livro de que vos falei anteontem (a história é linda mas o final parece-me um tanto despachado, remetendo para o leitor a imaginação que faltou à autora para a finalizar)], a autora agarra todos os pormenores da história, cada um mais bonito que o outro, e remata-os numa linda história de amor. É um texto escrito certamente a pensar em tantas crianças (especialmente meninas, pois trata-se de um romance bem forte) que vivem a separação dos pais, o desmoronar do seu mundo em idades muito precoces. Este livro lembra-lhes que pode haver vida para além daquele desmoronar. E acima de tudo, escolhi este livro para vos mostrar, porque ameiiii a história de amor e todos os seus pormenores. Sou uma romântica! O que posso eu fazer? ;)
E as ilustrações?! Podem ver algumas aqui em baixo. Não são maravilhosas? Eu adorei-as também.
Outro pormenor de que eu gosto particularmente nesta e na próxima história é a caracterização das raparigas sempre muito pro-activas, decididas e inteligentes. Neste caso, além disso se perceber na personalidade da menina, também se percebe no perfil de rapaz que ela escolheu para amar: "um rapaz (...) com a cabeça cheia de caracóis por fora e de ideias por dentro". Ela não queria simplesmente um miúdo giro, tinha que ter ideias também. :)





"Gugui, O Dragão Azul" é a história de um dragão e uma princesa que não gostava de ser princesa, preferia mil vezes ser ela própria (bonita, culta, viajada, inteligente e divertida) mas sem o rótulo da realeza. Mais uma vez a personagem feminina é toda emancipada e luta contra o seu destino de "princesa". É um conto de fadas que se transporta para a vida real. Mais uma vez a Margarida fez um belo final. Termina com a frase chave desta história: "a nobreza está na alma".



Referências Bibliográficas:
- A Rapariga que Perdeu o Coração, de Margarida Rebelo Pinto, com ilustrações de Carla Nazareth, Oficina do Livro , 2007.
- Gugui, O Dragão Azul, de Margarida Rebelo Pinto, com ilustrações de Carla Nazareth, Pais & Filhos , 2007.

08 março 2010

sonho e esperança

Há dias que reparei nisto, desde que começamos a ver o anúncio do novo programa do Miguel Sousa Tavares, Sinais de Fogo, na televisão. A junção da música, muito dramática, ao título, muito forte e dito com voz também ela dramática, perturbam a M.. Ela pode até estar distraída a brincar mas quando ouve aquilo alerta-me logo, também ela alarmada: "-Mãe, Sinais de Fogo!". Depois de por várias vezes eu lhe explicar que é só o nome de um programa de televisão e que não é preciso ela assustar-se com isso, hoje confrontei-a mesmo com os seus medos, para que ambas tentássemos perceber exactamente o que se passa na cabeça dela. Admitiu que lhe causa arrepios ouvir aquele anuncio, mesmo não percebendo o que a expressão quer dizer. Então expliquei-lhe e disse-lhe que é um título sensacionalista, trabalhado com música escolhida especialmente para captar a atenção das pessoas que o vêem. Isto tudo em linguagem apropriada à idade dela, é claro. Pareceu entender que não estava nada efectivamente a arder. Mas mesmo assim continua a perturbá-la. Temos que continuar a trabalhar a questão.

Agora o assunto principal deste post:



Foi um dos presentes da M. no Natal passado. É um livro muito bonito com uma história também ela lindíssima. Fala de sonho, de esperança e tem estas ilustrações fantásticas. Adorámos! É mais uma excelente aquisição para a sua biblioteca. Vejam este e outros, do Natal e Reis, aqui.



Referência Bibliográfica: A Rosinha, o Mar e os Sonhos, de Rosário Alçada Araújo, com ilustrações de Catarina França, Edições Gailivro, 2005.

"Não se Ganha, Não se Paga!"



Da primeira vez que aqui pus um candeeiro de tecto, não foi pelas melhores razões. Hoje não é assim, embora, curiosamente, tal como da outra vez, a história também envolva a M. e um pequeno percalço de saúde.
Ontem, comemorando antecipadamente o Dia da Mulher, foi dia de teatro para mim e maridão, enquanto, na casa da avó, a pequenina adoecia "de saudades". Encheu-se de febre, assim, sem pré-aviso, sem sinal nenhum de que isso iria acontecer. Hoje continua com febre e tosse. Ficou em casa para recuperar.
Mas voltando ao teatro: Foi no Teatro da Trindade e a peça chamava-se "Não se Ganha, Não se Paga!". Uma comédia meio negra de crítica social. Meio negra pois, porque a situação não está muito para graças. Gostei bastante. Boas interpretações, bom ritmo, contudo um espectáculo um pouco longo. Um texto muito divertido de Dario Fo, que continua tão actual. A história arranja sempre maneira de se repetir, não é verdade? Os homens até podem aprender com alguns erros, mas em geral ou aprendem pouco ou muito devagarinho. Então cá estamos, enterrados noutra crise, e é assustador ver como em todas as crises as dificuldades e as injustiças são absolutamente semelhantes.
Foi lá que olhei para o tecto, enquanto esperávamos que o espectáculo começasse. E que lindo que era o tecto. Toda a sala. Pequenina, mas um chame!!!
E agora, para assinalar o Dia Internacional da Mulher aqui no blog, deixo-vos o link para o post que fiz há exactamente um ano atrás. Continuo a subscrever aquelas palavras. Espero não as precisar referir daqui a poucos anos. Seria um excelente sinal.

05 março 2010

estranho animal



Ela anda tão mais dedicada à escola, tão mais doce, tão mais meiga, tão mais ela própria, a M. de antigamente que quase desapareceu a partir do momento em que entrou para a escola básica. Parece um sonho. Só espero não acordar! É tanto mel que nem parece vir naturalmente de uma menina tão pequena. Se eu não a conhecesse desde que ela se começou a formar dentro de mim, não acreditaria no quão atenciosa e preocupada com os que a rodeiam ela é. Às vezes revejo a minha mãe nessa faceta dela. Mas preocupa-me, porque as pessoas boas demais acabam por não ser boas para elas próprias. Mas para já prefiro mil vezes esta M..
No outro dia teve uma tarefa muito interessante como trabalho de casa. Tinha que criar um animal inventado a partir de partes de vários animais. Ela escolheu os animais, eu imprimi-os e ela fez o resto. Ficou um resultado bem engraçado. Vejam-no terminado aqui.
Obrigada a todos os que lhe dão carinho também lá no blog dela.

04 março 2010

prémio

Com a greve da Função Pública, a M. tem mais um dia sem aulas, visto que ontem também não foi porque teve que ir fazer um exame médico. E a somar a isto tudo teve mais cinco dias de "folga" na semana passada. Enfim... Longe de mim levantar a voz contra a greve. Eu que sou a resmungona-mor! Não me compreendam mal. Devemos sempre lutar para que se repare o que consideramos injusto. Acredito profundamente nisto. É só uma constatação e um desabafo de preocupação no que respeita à educação escolar da minha pipoca. Contudo, tento colmatar estas faltas todas com exercícios caseiros e comparência à escola, mesmo que fosse encaminhada para outra turma. Mas, desta vez, ela até foi a primeira a dizer que queria ir, o que me deixou deveras surpreendida, embora muito contente. Percebo que o facto de ter calhado na turma da Prof. A. e do G. (seu amiguinho de eleição), e uma visita de estudo pelo meio, tenham sido factores determinantes para esta mudança de atitude. No geral, anda mais calminha e mais madura. Espero que não seja apenas mais uma pequena fase e que desta vez seja para durar. Ontem, para o tal exame médico, tivemos que esperar cerca de duas horas. Levámos "auxiliares de espera", é claro! Entenda-se por "auxiliares de espera" uma pequena montanha de livros e a PSP com o jogo My Little Big Planet. Ajudou também a passar o tempo uma máquina doseadora de água, que exerce sempre uma forte atracção com a M.. Isto tudo aleado à simpatia natural do pessoal médico e auxiliar fez com que, no final, sendo necessário que a M. fiqcasse bem quietinha para que o exame corresse bem, ela... et voilá... CONSEGUIU!!! E à primeira tentativa! Foi muito bem. Fez tal e qual como lhe mandaram. E a premiar a sua boa performance, recebeu dois bonequinhos destes. Como já tinha um (a bailarina), fez uma festa de Danoninhos ao chegar a casa. Está a crescer! E eu gosto de ver isso.



Ahh, já repararam que fomos almoçar ao MacDonal's, claro! :)

28 fevereiro 2010

manias

*

Hoje trago um desafio que me foi lançado pela simpática do blog Coisas de Fazer. Já o respondi uma vez há mais de um ano atrás (aqui). O desafio consiste em dizer quais as minhas 5 maiores manias. Agora, relendo as minhas respostas, vejo que não as mudaria muito, por isso aqui estão elas apenas com ligeiras modificações:
1- Continuo com a mania de sonhar incondicionalmente. Nota mental: tenho mesmo que arranjar maneira de fazer a ponte entre os sonhos e a realidade, até para conseguir ser mais feliz. Por vezes o choque entre os dois é deveras doloroso e frustrante.
2- Continuo com a mania de fazer tudo à minha maneira. Esta é inevitável. Acho que ninguém consegue fazer nada de uma maneira que não seja a sua.
3- A mania de aliar trabalho ao prazer continua também muito marcante na minha vida. Esta é às vezes o prolongamento da 1ª mania aqui descrita.
4- Continuo com a mania de cantarolar a toda a hora. Desta não me quero desfazer nunca.
5- E quanto à mania de nunca estar satisfeita, estou a tentar fintá-la. Mas às vezes não sei se isso será uma boa coisa. Porque se me der por totalmente satisfeita, será que vou continuar a tentar melhorar? Eu aponto para o meio termo, como naquela máxima muito sábia do Budismo: A vida (acho que era a vida!!!) é como as cordas de uma guitarra: se as esticares demasiado rebentam, mas se não as esticares o suficiente não tocam. O difícil é sempre encontrar esse ponto intermédio, perfeito. Bem, com as guitarras temos a ajuda do lamiré... Na vida...

Bem, mas dando por respondido o desafio, desafio-vos a vocês a também reflectirem um pouco sobre as vossas manias. Quem quiser aceitar o desafio basta avisar-me aqui e responder no seu blog.

E passeando-me um pouco mais pelo Coisas de Fazer, reparei num link para aprender a fazer livros pop up. Sabem aqueles livros dos miúdos, que se abrem as páginas e os animais literalmente saltam cá para fora? É disso mesmo que se trata. Não é giríssimo? Eu adorei! Tem imensos moldes e tutoriais. Vou experimentar certamente.

Vi lá também estes bonecos de trapo giríssimos, ovelhas em lã lindas e super fáceis de fazer, lá que é o sítio por excelência dos cordeirinhos mais charmosos da blogosfera, ... Enfim, é sempre tempo ganho visitar este blog.

Bom, então pelo desafio, por te lembrares de mim e por tudo o muitissimo interessante que partilhas lá, muito obrigada!

* Imagem adaptada daqui.

27 fevereiro 2010

pizza fingida e sobremesa



Comprámos um cortador de maçãs e tivemos que o usar logo logo. Agora, estas sobremesas são mais rápidas de preparar. Maçã, chatilly e dageias de açúcar e chocolate.



E já que estamos numa onda culinária:
A M. estava com saudades das pizzas fingidas. É basicamente uma omelete, mas ela gosta de lhe chamar pizza. Esta leva ovo, cenoura, milho, salsa e azeitonas. Adorou!

25 fevereiro 2010

mãe e filha, ldaª



Convidaram-me para contar uma história na Hora do Conto. Mas a história pretendida teria que ser sob o tema das Comemorações dos 100 Anos da Implantação da República. Deveria de alguma forma ilustrar um modo de vida bem diferente do de hoje em dia, para que os meninos ficassem com uma ideia de como se vivia antigamente. Então eu resolvi contar uma história inédita, escrita por mim própria. O problema é que essa história não tinha ilustrações. A M. ofereceu-se logo para a ilustrar. Então fizemos uma co-produção que, na minha opinião, resultou muitíssimo bem. Esta é só uma amostra do que resultou da nossa parceria na ilustração. Depois de lá contar a história mostro-vos o resto.

No Bem-Trapilho há empate na Votação do BT Club. Passem por lá e votem para o desempate.

No blog da M. voltámos às mini-mascotes, que andavam um pouco arredadas do blog. Mas continuamos com muitos textos e desenhos para lá mostrar. Este ano, a matéria escolar tem espevitado a faceta de escritora da M..

24 fevereiro 2010

na pele

Há duas semanas, na Biblioteca, além do cupido fizemos pinturas na pele. Eu fui a "artista" de serviço, visto que a real artista estava lesionada. Foi o melhor que se conseguiu arranjar, mas chegou para fazer brilhar os olhinhos dos miúdos, que aderem fantasticamente a este tipo de iniciativas.




23 fevereiro 2010

o doce sabor do ... dinheiro!?!...

... Isto não soa nada bem, mas passo a explicar:



De há uns tempos para cá, a M. recebe semanada. Um valor mínimo, simbólico, com o único intuito de a ensinar a gerir dinheiro. Contudo, o exorbitante preço de tudo quanto é para crianças, dificulta-lhe a tarefa, tanto no sentido de rentabilizar o orçamento como no sentido contabilístico em si. Quando apenas se consegue comprar um artigo com o dinheiro que temos, não precisamos fazer grandes contas. Mas enfim, lá vai dando para ela ter a noção de preço, valor, e, de vez em quando, lá pode comprar mais do que uma coisa e lá exercita a matemática.
No fim-de-semana passado ficou encantada por estes brincos. Então aqui está o fruto (ou melhor os doces) da sua semanada, com mais uns trocos da mãe! ;)

~í~

E quero agradecer à Adriana o simpático selo que me ofereceu. Muito obrigada por te lembrares de mim, querida! :)

21 fevereiro 2010

do Carnaval...


Foi Princesa/Fada, Carochinha e Fada Sininho. Quase congelámos naquele dia. E isso tirou-me a vontade de repetir a dose na 3ª feira, dia de Carnaval por excelência.
A Carochinha foi para a escola, onde fez uma máscara a condizer. Podem vê-la no blog dela.


Naquele Domingo, até os bonecos da casa da avó se mascararam. A cadelinha virou borboleta, o coelho - Sevilhana e o hipopótamo - Super-herói com capa e tudo.

Se quiserem, espreitem outros Carnavais.

17 fevereiro 2010

de coração cheio

Dentro de um grande coração, cabem muitas coisas. ...



... beijinhos, flores, miminhos, amor, doces, festinhas e carinho. :)

E o cupido já está no blog da M..

15 fevereiro 2010

corações

Mais uma coreografia colectiva, desta vez a envolver os Black Eyed Peas que estão em grande agora. Apesar de já não poder com esta música, que parece servir de banda sonora para tudo hoje em dia, adorava lá ter estado pessoalmente. Imaginem a explosão de energia depois de estarem todos em contacto tipo rede humana. Mas vejam por vocês próprios aqui.

Agora vejam como correu o Dia dos Namorados (ou de S. Valentim, como preferirem) cá por casa:



Acordámos o papá com um mega cartão de Dia dos Namorados...



... com direito a caixinha de chocolates e tudo!



A M. fez também um postalzinho com doces para um menino muito especial.



E em baixo, a caixinha de chocolates que o papá lhe ofereceu.

Para verem um desenho que ela fez na escola e o anjo que fez na biblioteca é só irem ao blog.

E no outro blog, o catálogo Bem-Trapilho, continua a votação.

11 fevereiro 2010

do conto e do contar



Lembram-se de ter sido lançado um livro infantil do José Saramago? Eu já não me lembrava, mas cruzei-me com ele no outro dia na biblioteca e não resisti a trazê-lo para a M.. Li-o primeiro para mim própria, pois, mal lhe dei uma vista de olhos na diagonal, reparei (no que, aliás, já estava desconfiada) que a escrita do nosso Nobel da Literatura seria demasiado hermética para uma criança da idade dela. Depois espremi a história e adaptei-a para que ela a entendesse, o que aliás é humildemente sugerido pelo autor, que tem o discernimento suficiente para perceber que a sua escrita não é a mais adequada ao público alvo desta publicação, apesar de se notar um admirável esforço para mudar o dito estilo. Ou então o objectivo é mesmo obrigar os pais a lerem e a recontarem a história, o que implica um exercício muito mais complexo e interessante. E chega mesmo a sugerir que o leitor (ouvinte, neste caso) reescreva a história pelas suas próprias palavras. Sugestão que eu dei à M. e que ela aceitou prontamente. A ver vamos se é para realizar a tarefa ou se cairá no esquecimento, visto que temos outro projecto em mãos (um conto que escrevi inspirado nas vivências do meu avô e que a M. quer ilustrar).



A M. não achou particular graça às ilustrações de João Caetano, mas eu confesso que as achei deliciosas. A história, segundo o autor, a mais linda história que já ouviu, agradou-lhe bastante e a mim também. Tem uma mensagem ecológica e retrata um menino que tem muito em comum com a própria M..
Fica então a sugestão de leitura. Procurem na vossa biblioteca: "A Maior Flor do Mundo", de José Saramago, com ilustrações de João Caetano, da Editorial Caminho, Dezembro de 2002.



10 fevereiro 2010

brincando com letras


Ela estava com dificuldades em fazer um exercício de Língua Portuguesa. A ideia era fazer palavras a partir das letras de uma outra palavra. Parece que vê-las em 2D no papel não era o suficiente. Então lembrei-me deste pequeno jogo e letras. Foi bastante mais fácil a partir daí e agora praticamos de vez em quando.


E a propósito de letras, a M. tem andado a exercitar a escrita e a imaginação. Podem ver mais alguns dos seus textos e desenhos no seu blog.

No catálogo há uma nova princesa (que é finalmente a conclusão deste projecto, que estava pronto já desde antes do Natal, mas que só agora me lembrei de postar.) e podem também verificar como está a decorrer a Votação.


Desde a última vez que a tinha mostrado aqui, a sementinha ganhou mais duas folhinhas. Conseguem vê-las ali, pequeninas, a espreitar? Agora já estão maiores. Na verdade esta imagem já tem seis dias. Upsss... como o tempo passa depressa! Se calhar hoje já lá tem mais um par de folhas. Tenho que ir ver.

04 fevereiro 2010

GPS à antiga

old school GPS

(clique na imagem para a ampliar)(click on image to enlarge)

Aqui há tempos, fomos a um sítio que não conhecíamos. Aproveitámos para dar uso ao GPS que o maridão me ofereceu. No regresso, lá fomos seguindo as instruções da "fanhosa", como "carinhosamente" lhe chamo, mas a páginas tantas parecia que não estávamos a reconhecer o caminho. "-Parece que não passámos por aqui.", devo ter dito eu, ao que a M. respondeu prontamente: "-Passámos sim!". "-Como é que sabes? Ainda te lembras?", perguntei eu, incrédula. "-Sim, porque eu escrevi.". E então mostrou-nos o que tinha "escrito. No seu bloquinho tinha feito desenhos do que ia vendo, ao longo do caminho. Agora, era só folheá-lo de trás para a frente e encontraríamos o caminho de volta para casa. "-Se o Polegarzinho e o Hansel e a Gretel tivessem feito assim, não tinham ficado perdidos.", disse ela.
Vendo com atenção os seus desenhos, saberíamos que para voltar a casa teríamos que passar pelos painéis de vidro com andorinhas desenhadas; pela estátua com um coração debaixo da saia; pelo depósito de água (que ela não sabia o que era, mas dizia que era uma casa alta e magrinha com umas escadas por fora); pelo rebanho de ovelhas; pelos fardos de palha; pela árvore sem folhas; pela carrinha em forma de lata gigante de SuperBock; pelo cartaz do Pingo Doce; e, por fim, pelo nicho da Nossa Senhora de Fátima com a Pomba da Paz em cima (que ela dizia que era a casinha pequenina da Maria ou Fátima, a mãe do Jesus).
Some time ago, we went to a place that did not know. We used the GPS that hubby gave me. In return, there we were following the instructions, but at a time we did not seemed to recognize the path. "-Seems we didn't pass through here.", I probably said, and M. promptly replied: "yes, we did!". "-How do you know? Do you remember?", I asked incredulously. "" Yes, because I wrote it down. " And then showed us what she had "written". In her little pad, she had made drawings of what she was seeing along the way. Now, we just had to look at it from back to front and we would find our way back home." - If Hansel and Gretel had done so, they had not get lost. ", she said.
Viewing carefully the drawings, we would know that if we wanted to go home we would have to go through the glass panels designed with swallows, the statue with a heart under her skirt, the water tank (which she did not know what it was, but said it was a tall, skinny house with a staircase on the outside), the flock of sheep;
by the straw bales, the tree without leaves, the giant can of beer; by the Pingo Doce (supermarket) poster; and, finally, the niche of Our Lady of Fátima with the Dove of Peace on top (which she said that was the little house of Mary or Fatima, the mother of Jesus).

ººº
No Bem-Trapilho há mais uma agenda e continua a Votação do BT Club. Escolham a vossa foto preferida!
In Bem-Trapilho there is one more agenda/diary and continues the Vote of BT Club. Choose your favorite photo!

ººº
No M. de Menina há mais um desenho.
In M. de Menina there is one more drawing.

02 fevereiro 2010

notícias

news


Verdadeiramente enfurecida com o meu computador, cá estou a dar-vos notícias da minha sementinha. Já está deste tamanho todo. Temos mais duas folhinhas para vos mostrar. Já são oito, como podem ver.
Desta vez nem o maridão, que é "pro" nestas coisas, consegue perceber o que se passou com este danado de computador. Ele tentou instalar-lhe umas actualizações há tempos, da última vez que tive problemas informáticos, mas o computador não as assumiu. Agora, do nada, estava eu num dos vossos blogues, depois de ter feito o post do Bem-Trapilho a lançar a Votação do BT Club (Vá lá, que me deixou tratar disso a tempo e horas!), a deixar um comentário enorme, verdadeiramente inspirado, quando ele resolve assumir essas actualizações!... Parou, tropeçou, hesitou e quando era suposto estar a voltar ao normal, reiniciou! E depois, surpresa das surpresas, estava com o novo Windows e novas actualizações em funções... e nada das anteriores (Outlook, lá se foi outra vez!!! Ambiente de Trabalho, irreconhecível!... Enfim...). Depois, quando eu digo que as as chamadas "novas tecnologias" se uniram para me tramar, todos acham que enlouqueci!
Resumindo, com mais trabalho do que habitualmente, cá voltei aos meus posts. Espero poder continuar com a regularidade que desejo.
Really angry with my computer, I'm here to give you news of my little seed. It's already this size. We have two new leafs to show you. There are now eight, as you can see.
This time neither the husband, who is "pro" in these matters, have found out what happened with this darn computer. He tried to install some updates a while ago, the last time I had computer problems, but it didn't work out. Now, out of nowhere, I was at one of your blogs, after making the post in Bem-Trapilho to launch of BT Club Voting (Thank God, it let me handle it on time!), leaving a huge comment, truly inspired, when it decides to take on these updates!... Stopped, stumbled, hesitated, and when it was supposed to be back to normal, restarted! And then, surprise surprise, was with the new Windows updates and new features in... and nothing of the previous (Outlook, went away again! Desktop, unrecognizable! ... well ...). Then, when I say that the so-called "new technologies" are against me, everyone thinks that I'm crazy!
In short, with more work than usual, here I returned to my posts. I hope to continue with the regularity that I desire.



A
hh, passem no Bem-Trapilho e participem na votação, por favor. Obrigada!

28 janeiro 2010

2ª Votação BT Club



Ai que quase esquecia!!! Está quase quase a começar a 2ª Votação BT Club. Mas ainda têm um tempinho para me enviar fotos. Vejam os pormenores aqui, e não percam a oportunidade de ganhar um presente Bem-Trapilho.

energia nuclear

nuclear energy


No fim-de-semana passado, na casa da avó, eu e o pai estávamos a ver um documentário na televisão, sobre o Einstein. Ela brincava na outra salinha. Mais tarde veio para ao pé de nós e quis saber o que estávamos a ver. Dissemos-lhe. Não pareceu interessada. Contudo nós tivemos que sair e ela ficou. Quando voltámos fez-nos um relato pormenorizado do que tinha aprendido com o documentário e até soube esquematizar, embora sem grandes precisões, a teoria da energia nuclear. Ficámos de boca aberta. Embora não tivesse grande noção do que estava ali a papagaiar, é incrível a quantidade de informação que conseguiu reter de um programa que nem sequer lhe parecia interessar. Enfim... espertalhices! :)
Last weekend at her grandmother's house, the father and I were watching a documentary on television about Einstein. She was played in another room. Later she came near us and wondered what we were watching. We told her. She did not seem interested. But we had to leave and she got to stay. When we came back, she made us a detailed report on what she had learned from the documentary, and she even sketched, though without much explanation, the theory of nuclear energy. We were astonished. Although she hadn't a complete idea of what she was talking about, is amazing the amount of information that she has managed to retain from a TV program that did not even seemed to interest her.

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