Pensavam que já me tinha calado com as reflexões sobre o
"Um"? Não, amigos. Como vos disse, este livro tem tanto para explorar, que se fosse para aqui transcrever todas as passagens que me interessam no livro, transcrevê-lo-ía na íntegra! É vão seguir-se mais, por aqui.
Hoje trago-vos o
"Um" a entrar pelo campo da Física Quântica:
"- Lembras-te do que Albert Einstein disse? «Para nós, físicos crentes», disse ele, «a distância entre o passado, o presente e o futuro é apenas uma ilusão, muito embora seja uma ilusão obstinada.»" (pág. 222)
Ainda a propósito de Einstein, fui buscar um livro à biblioteca para a M. sobre este mestre pensador. O livro chama-se “
Um Rapaz Invulgar – O Pequeno Albert Einstein” de
Don Brown (de Ana Paula Faria – Editora, 2005).
Tanto eu como a M., gostámos bastante deste livro. Bom, eu talvez um pouco mais do que ela, porque sou absolutamente fascinada pelo homem e o seu génio. Quanto mais sei sobre ele e sobre os seus estudos mais fascinada fico.
Agora, ficámos a saber que Albert foi um bebé gordo e cabeçudo (com a cabeça maior do que o normal, o que levou os pais a perguntarem ao médico se estaria tudo bem com a criança). Começou a falar tarde. Era terrível para a irmã mais nova. Detestava ser contrariado. Quando o era tinha verdadeiros ataques de fúria. Teve até uma professora particular (contratada para o preparar para a escola, por isso calculo que ele estaria ainda em idade pré-escolar) que fugiu a sete pés depois de ficar aterrorizada com o seu temperamento. Adorava construir castelos de cartas. Gostava de música. Tocava violino, especialmente as composições de Mozart. Na escola, era considerado um rapaz estranho pelos colegas, por não gostar de desporto. Saía-se bem nas disciplinas de que gostava mas desprezavas as outras. Quando os professores lhe faziam perguntas, demorava algum tempo a responder, o que não agradava aos professores, que chegavam a interrogar-se se ele seria “palerma” não só pela demora nas respostas mas também por ter o estranho hábito de repetir a resposta devagarinho para si mesmo.
Algumas frases atribuídas a Einstein nesta etapa da sua vida:
“Eu acredito que gostar (de uma certa coisa) ensina-nos muito mais do que o sentido de dever – pelo menos no meu caso.”
“Os métodos de ensino estúpidos e mecânicos causam-me grandes dificuldades.”
“Preferia receber todos os tipos de castigo a aprender a papaguear coisas de cor”.
Esta parte evitei ler à M., pois difícil já ela é, e estando eu a mostrar-lhe o Einstein como um bom modelo, não convinha que ela lhe conhecesse a faceta de aluno mal comportado. O desinteresse de Albert pelo trabalho escolar e o seu ar distante, irritavam os professores.
Mas desde muito novo que meditava sobre questões inventadas por si próprio, tais como: “Como seria viajar num raio de Luz?”. Este homem era mesmo muito à frente!!! É por estas e por outras que eu não gosto de dizer à M. que isto ou aquilo é terminantemente impossível. Sei lá se é apenas a parca capacidade imaginativa dos seres humanos ditos normais que determina as possibilidades e impossibilidades. É engraçado que também sobre isto o
“Um” me fez reflectir, sobre o que achamos possível e o que poderá existir para além disso mas que não percepcionamos apenas pelo simples facto de não o considerarmos possível.
Sem comparações, mas assusto-me ao notar alguns pontos de toque entre a personalidade da M. e o descrito neste pequeno livro como sendo a maneira de ser de Albert Einstein. O seu mau feitio, o facto de ter que ser tudo ao jeito dela, o desafiar constante dos métodos de ensino e autoridade dos professores e educadores em geral, e até isto de repetir as respostas e não só, por exemplo palavras difíceis que lhe digo e lhe explico o significado, logo depois ela fica a dizê-las baixinho para si própria.).
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Uma nota final para agradecer à
Anna os dois simpáticos
selos que me ofereceu.